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Dia do amigo
No dia do amigo me pego a pensar sobre a verdadeira amizade.... Parece um tema bem complexo, principalmente nos dias atuais em que tudo parece conspirar contra a amizade verdadeira: competição, ganância, luxo. Fico me perguntando se as coisas mudaram muito rápido em pouco tempo ou se meu olhar ficou mais frio com o amadurecimento: eu não via tanta maldade nas pessoas. Não existe mais confiança, lealdade, companheirismo. Somos trocados todos os dias por tantas coisas matérias. Parece tão urgente “ter dinheiro e ter status” que ser um simples mortal, que trabalha para se manter e tem sua vida sossegada, sem grandes aparições na sociedade, fica relegado a amizades menores. Alguém, ao ler este texto – se é que alguém vai ter tempo pra ler – pode estar dizendo que é muito pessimismo de minha parte. Talvez.... Todos nós, no dia a dia, somos obrigados a sermos falsos amigos. Não há quem não ature, tolere, “faça rapa pés” para outra pessoa e que depois não vá, na primeira oportunidade apontar defeitos e expor esta pessoa diante das outros – logicamente que a vítima não estará presente, e nunca saberá do ocorrido. Porém, ao fazermos isso esquecemos que as pessoas que compartilham de nosso “veneno” são pessoas que chamamos de amigos.... Amigos esses que provavelmente são chamados de amigos pela pessoa que está na berlinda do assunto. E quando você não está presente? Será que o assunto não é você? Por mais defeitos que você pense que os outros tenham tantos serão os defeitos que os outros verão em você. Não digo para que sejamos hipócritas ou tolos de fecharmos os olhos aos defeitos alheios e também aos nossos próprios defeitos, mas que paremos para tentar nos melhorar, e quando decidir criticar alguém, que essa crítica seja construtiva, para a evolução da pessoa criticada, ou seja: deveríamos avisar os outros de seus defeitos, de uma forma serena para não sermos agressivos ou prepotentes, e sim sermos alertadores (não sei se essa palavra existe). É muito bom quando encontramos alguém em quem podemos realmente confiar, que sabemos que estamos sendo aceitos com nossos defeitos e qualidades e também que seremos alertados a nos melhorar, aparando nossas arestas para tentar nos tornar redondinhos. Esta pessoa sim pode ser chamada de AMIGO. Aplicam-se aí todas aquelas frases feitas sofre amigo e amizade, que todos conhecemos mas quase nunca colocamos em prática,como: “ser amigo não estar junto apenas na alegria, e em todos os momentos” ou “amigo não é aquele que está com você apenas pelas suas qualidades, mas é aquele que reconhece qualidade nos seus defeitos”. Amigo não serve apenas para bons momentos, serve para bons e maus momentos; não serve apenas para ver qualidade nos seus defeitos e sim para mostrar como você pode melhorar seus defeitos, tornando-os menores ou transformando-os em qualidades. É muito gostoso abraçar as pessoas do seu convívio desejando feliz dia do amigo, mas será que desejamos isso realmente? Será que a pessoa que está ao nosso lado é realmente nossa amiga? Será que a pessoa tem que estar conosco de longa data para ser considerada amiga? Será que é necessário que estejamos fisicamente perto? Eu creio que não. Nem sempre convivemos com amigos, acho que temos apenas companheiros que por fatos da vida nos deixam de ser caros quando nos afastamos fisicamente. Nesse caso também acaba o contato e surge o esquecimento, que não deixa nem saudade. Muitas vezes temos amigos distantes, temos amigos sumidos que são aqueles que nunca vemos, nunca temos notícias, mas estão lá e sabemos que podemos contar com eles quando precisarmos. Estes também não nos deixam saudade pois apesar da distância física e da ausência existe a proximidade por afinidade, por bem querer. E também existem os amigos instantâneos, que encontramos cruzando a esquina olhamos em seu rosto e já nos tornamos amigos. Posso usar um outro dito antigo para definir esses amigos: “Meu santo bateu com o dele”. Isso é muito bom, é algo que as crianças tem mais que os adultos. Engana-se quem estiver lendo este texto e pensando: “Ele é um solitário”. Realmente não tenho muitos amigos, mas os tenho com carinho. Só não coloco aqui o nome de cada um pois com certeza esqueceria os amigos distantes, que estão comigo quando preciso e sempre em pensamento. Tenho amigos que estão longe: em Santa Catarina – é um rabugento que conseguiu reclamar até de Florianópolis, - tenho amigo que nunca esteve comigo fisicamente por morar distante – Putz! Mora lá em BH – e que também classifico como amigo instantâneo e outros de longe que não consigo me recordar de prima. Tenho muitos amigos que moram perto, que estão sempre comigo ou que não estão sempre em contato apesar da pequena distância: aí está a minha mãe, a minha irmã, os meus capetinhas... ops... digo meus sobrinhos e mais alguns que são e que não são parentes de sangue. Seria menos complicado se todos realmente se dessem para a amizade muito mais do que se dão para a sociedade, com a falsa impressão de que o status social vai ajudá-los. É obvio que vivemos em sociedade e que não podemos ignorar suas regras, mas creio que certas regras poderiam ser mudadas. Devíamos tentar mudá-las dentro de nós, observar mais o que falamos, de quem falamos e para quem falamos. Se você estiver com alguém e este alguém for realmente seu amigo, não é necessário ‘comentar’ de outros para ‘ter um assunto’, basta ficar em silêncio que a simples presença da pessoa amiga faz o tempo passar de uma forma agradável. FELIZ DIA DO AMIGO PARA TODOS AQUELES QUE REALMENTE SÃO MEUS AMIGOS!!!!!!!! (Rodrigo C. Abreu)
Terça-feira , 20 de Julho de 2010 Publicada por Rodrigo
No dia do amigo me pego a pensar sobre a verdadeira amizade.... Parece um tema bem complexo, principalmente nos dias atuais em que tudo parece conspirar contra a amizade verdadeira: competição, ganância, luxo. Fico me perguntando se as coisas mudaram muito rápido em pouco tempo ou se meu olhar ficou mais frio com o amadurecimento: eu não via tanta maldade nas pessoas. Não existe mais confiança, lealdade, companheirismo. Somos trocados todos os dias por tantas coisas matérias. Parece tão urgente “ter dinheiro e ter status” que ser um simples mortal, que trabalha para se manter e tem sua vida sossegada, sem grandes aparições na sociedade, fica relegado a amizades menores. Alguém, ao ler este texto – se é que alguém vai ter tempo pra ler – pode estar dizendo que é muito pessimismo de minha parte. Talvez.... Todos nós, no dia a dia, somos obrigados a sermos falsos amigos. Não há quem não ature, tolere, “faça rapa pés” para outra pessoa e que depois não vá, na primeira oportunidade apontar defeitos e expor esta pessoa diante das outros – logicamente que a vítima não estará presente, e nunca saberá do ocorrido. Porém, ao fazermos isso esquecemos que as pessoas que compartilham de nosso “veneno” são pessoas que chamamos de amigos.... Amigos esses que provavelmente são chamados de amigos pela pessoa que está na berlinda do assunto. E quando você não está presente? Será que o assunto não é você? Por mais defeitos que você pense que os outros tenham tantos serão os defeitos que os outros verão em você. Não digo para que sejamos hipócritas ou tolos de fecharmos os olhos aos defeitos alheios e também aos nossos próprios defeitos, mas que paremos para tentar nos melhorar, e quando decidir criticar alguém, que essa crítica seja construtiva, para a evolução da pessoa criticada, ou seja: deveríamos avisar os outros de seus defeitos, de uma forma serena para não sermos agressivos ou prepotentes, e sim sermos alertadores (não sei se essa palavra existe). É muito bom quando encontramos alguém em quem podemos realmente confiar, que sabemos que estamos sendo aceitos com nossos defeitos e qualidades e também que seremos alertados a nos melhorar, aparando nossas arestas para tentar nos tornar redondinhos. Esta pessoa sim pode ser chamada de AMIGO. Aplicam-se aí todas aquelas frases feitas sofre amigo e amizade, que todos conhecemos mas quase nunca colocamos em prática,como: “ser amigo não estar junto apenas na alegria, e em todos os momentos” ou “amigo não é aquele que está com você apenas pelas suas qualidades, mas é aquele que reconhece qualidade nos seus defeitos”. Amigo não serve apenas para bons momentos, serve para bons e maus momentos; não serve apenas para ver qualidade nos seus defeitos e sim para mostrar como você pode melhorar seus defeitos, tornando-os menores ou transformando-os em qualidades. É muito gostoso abraçar as pessoas do seu convívio desejando feliz dia do amigo, mas será que desejamos isso realmente? Será que a pessoa que está ao nosso lado é realmente nossa amiga? Será que a pessoa tem que estar conosco de longa data para ser considerada amiga? Será que é necessário que estejamos fisicamente perto? Eu creio que não. Nem sempre convivemos com amigos, acho que temos apenas companheiros que por fatos da vida nos deixam de ser caros quando nos afastamos fisicamente. Nesse caso também acaba o contato e surge o esquecimento, que não deixa nem saudade. Muitas vezes temos amigos distantes, temos amigos sumidos que são aqueles que nunca vemos, nunca temos notícias, mas estão lá e sabemos que podemos contar com eles quando precisarmos. Estes também não nos deixam saudade pois apesar da distância física e da ausência existe a proximidade por afinidade, por bem querer. E também existem os amigos instantâneos, que encontramos cruzando a esquina olhamos em seu rosto e já nos tornamos amigos. Posso usar um outro dito antigo para definir esses amigos: “Meu santo bateu com o dele”. Isso é muito bom, é algo que as crianças tem mais que os adultos. Engana-se quem estiver lendo este texto e pensando: “Ele é um solitário”. Realmente não tenho muitos amigos, mas os tenho com carinho. Só não coloco aqui o nome de cada um pois com certeza esqueceria os amigos distantes, que estão comigo quando preciso e sempre em pensamento. Tenho amigos que estão longe: em Santa Catarina – é um rabugento que conseguiu reclamar até de Florianópolis, - tenho amigo que nunca esteve comigo fisicamente por morar distante – Putz! Mora lá em BH – e que também classifico como amigo instantâneo e outros de longe que não consigo me recordar de prima. Tenho muitos amigos que moram perto, que estão sempre comigo ou que não estão sempre em contato apesar da pequena distância: aí está a minha mãe, a minha irmã, os meus capetinhas... ops... digo meus sobrinhos e mais alguns que são e que não são parentes de sangue. Seria menos complicado se todos realmente se dessem para a amizade muito mais do que se dão para a sociedade, com a falsa impressão de que o status social vai ajudá-los. É obvio que vivemos em sociedade e que não podemos ignorar suas regras, mas creio que certas regras poderiam ser mudadas. Devíamos tentar mudá-las dentro de nós, observar mais o que falamos, de quem falamos e para quem falamos. Se você estiver com alguém e este alguém for realmente seu amigo, não é necessário ‘comentar’ de outros para ‘ter um assunto’, basta ficar em silêncio que a simples presença da pessoa amiga faz o tempo passar de uma forma agradável. FELIZ DIA DO AMIGO PARA TODOS AQUELES QUE REALMENTE SÃO MEUS AMIGOS!!!!!!!! (Rodrigo C. Abreu)
Terça-feira , 20 de Julho de 2010 Publicada por Rodrigo
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